O vice-presidente legal do grupo Amaszonas, Sergio Leon, em um evento em Montevidéu, apresentou os planos da Amaszonas Uruguay para este ano. Entre eles, está a inclusão de Porto Alegre à malha da companhia, com ligações diretas a Montevidéu e – essa mais surpreendente – Rivera, na fronteira brasileira com o Uruguai. As informações são do site Hosteltur.

Serão três fases de expansão para a companhia neste ano. O início do voo entre Montevidéu e Porto Alegre está previsto para a segunda, a ocorrer em outubro, com a chegada do terceiro Bombardier CRJ-200, que tem capacidade para 50 passageiros.

No mês seguinte, com a chegada do primeiro de dois turboélices Bombardier Q200, para 37 clientes, terá início o voo a Rivera, com continuação à capital gaúcha. Será o primeiro voo regular com um turboélice Bombardier em Porto Alegre. Para ambos os voos ainda não há solicitação oficial, frequência ou data específica de início, mas ficou clara a intenção da companhia.

Tal voo deve atender também a população de Sant’Ana do Livramento, na fronteira com o Uruguai, conurbada com Rivera. Com a binacionalização do aeroporto de Rivera, projeto que vem sendo negociado há um bom tempo, o voo deve ficar mais acessível, visto que a taxa de embarque cobrada será a nacional, muito mais barata.

A ligação Montevidéu-Rivera-Porto Alegre não existe desde 2011, aproximadamente, quando a BQB encerrou tal serviço, que era operado duas vezes por semana pelos ATR 72-500. Além disso, outra companhia que planeja ligar as duas cidades é a TWO Flex, em parceria com a Gol, cinco vezes por semana com os Cessna Caravan para 9 passageiros; a expectativa era de que os voos iniciassem nesse mês, mas ainda não foram oficialmente anunciados.

Já no trecho Montevidéu-Porto Alegre a competição será maior e mais complicada: atualmente a Azul realiza voos diários na rota com os Embraer 195, para 118 passageiros, enquanto a Gol faz três por semana com os 737-800, para 177 clientes. Segundo o presidente do grupo Amaszonas, entretanto, a empresa quer contar com  um número razoável de opções de conexão em Montevidéu, o que talvez colabore com as ocupações. A Pluna fazia isso até a paralisação de suas operações em 2012, quando contava com dois voos diários a Porto Alegre e uma boa conectividade a preços bem convidativos.

Como bem sabemos, o grupo Amaszonas já opera em Porto Alegre desde dezembro, com três voos semanais para Assunção realizados pelos CRJ-200 da Amaszonas Paraguay, para 50 passageiros.

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Foto por João Machado

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