O Gaúchos Spotters fez cinco perguntas via e-mail para Adalberto Febeliano, vice-presidente da Modern Logistics, cargueira que iniciou seus voos regulares no Brasil em setembro do ano passado. Aproveitamos para saber dos planos da companhia para nosso estado. Confira:

Gaúchos Spotters: A Modern pretende trazer ao Brasil o conceito de transporte de cargas multimodal com aeronaves próprias. Neste contexto, como vocês enxergam o mercado do Rio Grande do Sul? Há alguma demanda de carga não atendida?

Adalberto Febeliano: O mercado gaúcho parece-nos um dos mais promissores do país, seja pelo histórico anterior de volumes de carga movimentada no Salgado Filho, seja pela grande diversidade da base industrial do Estado, calcada principalmente em empresas de médio porte com produtos de alta qualidade. A Modern irá voar no Estado, ficando o início das operações obviamente atrelado a oportunidades concretas de negócios que serão prospectadas nos próximos meses.

GS: Porto Alegre – ou alguma outra cidade do estado – está nos planos da companhia? Se sim, qual é a previsão de início dos voos para o estado? Quais seriam as rotas?

AF: Como dito acima o início das operações depende da identificação de oportunidades concretas – quanto mais cedo iniciarmos tratativas com as empresas da região, mais cedo voaremos no Estado. A Modern vê com otimismo a extensão das suas operações também para cidades do interior, mas os volumes previstos são bem menores e, portanto, a operação nessas localidades depende do início das operações do ATR.

GS: Quais são os planos de frota para este ano? Os ATR começarão a ser entregues?

AF: Até maio deste ano estarmos com 4 aeronaves atuando. Hoje contamos com dois 737-400 e já estão chegando dois 737-300. Como o processo de certificação da Modern prolongou-se um pouco além do esperado, todo o cronograma de operações foi proporcionalmente ajustado. A chegada dos ATRs está agora prevista para 2019 ou 2020, novamente dependendo do apetite demonstrado pelo mercado. Contaremos com 4 Boeing 737 até meados do ano, mas ainda nenhum ATR neste ano.

GS: Como a Modern enxerga o atual cenário de carga aérea no país? A aquisição de 737-400F pela Azul não alterou os planos de expansão da empresa?

AF: A Modern continua acreditando no grande potencial de crescimento do mercado brasileiro de carga aérea, em função da população, do tamanho da economia brasileira e da extensão do território do país. Nossa visão é a de que a falta de oferta no mercado está dificultando o desenvolvimento da demanda. A Modern não vê porque alterar seus planos em função das alterações de frota das demais empresas aéreas – num mercado que pode triplicar de tamanho, há espaço para todos.

GS: Neste ano, quais novas rotas a Modern pretende abrir? O que motivou a escolha desses voos?

AF; Viracopos–Salvador–Recife e Viracopos–Rio de Janeiro. A análise das estatísticas de volume transportado de carga aérea indica que esses mercados têm maior potencial de responder às iniciativas da  Modern.

Foto por Rafael Luiz Canossa (07/11/2017)

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