VOO AD6950

Data: 06/04/2016
Horário previsto da decolagem: 09h25
Horário da decolagem: 10h15

Chegada prevista: 12h22
Chegada: 12h50
Voo: AD6950
Rota: VCP-REC
Tempo de voo: 02h35

Aeronave: Airbus A330-200
Companhia: Azul
Matrícula: PR-AIU
Assento: 22K
Capacidade: 20 passageiros na Business Xtra, 122 na Economy Xtra e 129 na Economy.
Ocupação: 271/271 (100%)

Fotos por João Machado

Desde que a Azul anunciou os seus primeiros voos com os Airbus A330, eu tive vontade de voar neles. Afinal, eu acompanho a companhia desde o seu nascimento e desde então ela se tornou a minha empresa aérea favorita. Finalmente, quase dois anos após o anúncio dos voos com widebodies na companhia, eu tive a chance de voar num deles.
Consegui de aniversário bastantes pontos. Não tive dúvida de qual voo eu tentaria resgatar: um bate-volta pra Recife pela Azul, sendo os trechos VCP-REC-VCP operados pelo A330. Por sorte, o número de pontos que eu havia ganho coincidia exatamente com o preço do voo todo.
Eu faria POA-VCP-REC-VCP-POA nos voos AD4134/6950/6970/4249. Ou seja, sairia no primeiro voo da manhã, às 06h00, e só voltaria pra POA às 00h20, mais ou menos. Isso que no outro dia eu acordaria às 05h00 para ir à aula. Coisas de spotter!
Uma coisa legal é que há dois tipos de EspaçoAzul (mais espaço entre as poltronas) no A330: o da Economy Xtra (mais barato, por volta de R$80,00 por trecho) e o da Business Xtra (cerca de R$300,00 por trecho). No caso, esses preços bem compensadores valem apenas para os voos domésticos.
Três dias antes eu consegui fazer o check-in pelo app da Azul. Tudo certinho, menos no do voo da volta, que gerou o cartão de embarque apenas algumas tentativas depois.
E finalmente chegara o grande dia. O legal é que o app (ao menos no iOS) avisa na tela de notificações o portão e a hora do embarque.
Após um ótimo voo entre POA e VCP, desembarquei. Só faltara uma coisa… o meu tripé! Eu havia o esquecido dentro da aeronave. Assim que chegamos ao terminal, avisei à agente de aeroporto, que prontamente me ajudou. Alguns minutos depois, tive meu tripé recuperado. A equipe de solo em Campinas é 10! Sempre todos simpáticos e atenciosos.
Nos dias anteriores ao meu voo, o PR-AIV estava fazendo todos os voos domésticos operados pelo A330. Era o último Airbus sem o retrofit (novo interior). Porém, segundo o que me disseram, um trator bateu nele em MAO e ele precisou ser groundeado após chegar em VCP. Então, uma outra aeronave precisaria ser escalada para o nosso voo.
Houve um atraso para embarcarmos, imagino que por conta da troca da aeronave. De qualquer maneira, o Airbus que nos levaria a Recife seria o PR-AIU “Red, White and Azul”, na pintura da Azul Viagens. Foi o último A330 recebido pela Azul e o primeiro a receber o retrofit. Entregue à Emirates em 2002 e parado desde 2012, a Azul recebeu-o em setembro do ano passado.
Fomos de ônibus até a nossa aeronave que, para a minha surpresa, estava em uma posição do novo terminal de Viracopos, que não havia ainda sido inaugurado para os voos domésticos. Como é de se imaginar, embarcamos pela escada, e não pela ponte de embarque.

As comissárias recebiam todos com um sorriso e perguntavam aos passageiros os seus assentos, dizendo a cada um para onde deviam ir. Infelizmente, por conta da alteração da aeronave – era para ser o AIV, com o interior velho -, não se sabia se todos conseguiriam os seus assentos na Business Xtra. Ao fim do embarque, apenas um passageiro “sobrou” – e, menos mal, era um standby.
A tripulação nesse voo seria composta pelo comandante Kempis e pelo primeiro oficial Charles Campos. Os comissários eram Juliano (líder), Mariana Oliveira, Bruna, Mariana Ferreira, Ellen, Andressa, Luis e Tatiana.
Enfim: dirigi-me ao meu assento observando tudo ao meu redor. Pra quem nunca havia voado num widebody, era algo incrível.  O interior da aeronave é bem bonito, e durante o embarque uma música instrumental aparentemente brasileira tocava, gerando uma atmosfera agradabilíssima.
Estávamos bastante atrasados. O comandante Kempis fez um speech nos informando sobre a rota, condições em voo e disse que tentaria recuperar o atraso.
Logo as portas foram fechadas e o pushback iniciou-se, por volta das 10h00. O comissário-líder deu as boas vindas e em seguida as instruções de segurança (gravadas) foram passadas pelos alto-falantes e pela tela de entretenimento individual.

Após o táxi, aguardamos no ponto de espera da pista 15 pelo toque e arremetida de um Cessna. Após isso, às 10h15, alinhamos e, gradualmente, o comandante foi aplicando potência. Sem muita demora, os motores já estavam em seu máximo. Logo subíamos, começando assim o nosso voo até Recife.

Em seguida à decolagem, dei uma explorada no sistema de entretenimento. Ele é bem fácil de ser usado. O touchscreen dele tem uma sensibilidade bem boa. São diversas opções de músicas, séries, filmes e jogos. Entre os filmes, grandes sucessos e lançamentos como Minions, A Culpa é das Estrelas e outros. E não termina por aí: também havia um mapa de voo muito completo, com diversas opções de visualização. Além disso, podíamos ver a imagem de duas câmeras: uma instalada na barriga do avião e outra na parte dianteira (externa, claro) da aeronave. Em nível de cruzeiro, porém, não podia-se ver quase nada por elas.

Além disso, era possível chamar os comissários pela tela e também acender a luz individual. Em voos internacionais também é possível pedir a comida pelo sistema.
Falando nisso, vamos ao serviço de bordo. Como estávamos em um voo doméstico, seria o padrão da Azul para esse tipo de voo: os snacks. A única diferença é que eles seriam servidos em trolleys personalizados, e não nas famosas cestas. No voo teríamos bolinho de laranja, biscoito de polvilho, biscoito de queijo, cookies de laranja e as famosas balas de gelatina. Para beber, Coca-Cola, guaraná, água e sucos. Fiquei com a Coca, os cookies, as balinhas e com o bolinho de laranja.

Como eu estava naquele voo apenas para voar no A330, logo me levantei pra explorar a aeronave e fotografar o seu interior. Uma curiosidade: o chão dos banheiros simula o calçadão de Copacabana!

Após algumas fotos, fui à galley perguntar se não tinha café, já que durante o serviço de bordo, não havia sido servido. A atenciosa comissária logo preparou um pra mim, inclusive perguntando se estava bom – e estava!
Voltei ao meu assento para ficar alternando entre o filme e o mapa de voo. Mas não deu tempo de muita coisa: como tudo que é bom termina rápido, logo iniciávamos a nossa descida para Recife. Era uma tarde ensolarada na capital de Pernambuco.

Logo alinhamos e fizemos um pouso suave na cabeceira 36 às 12h50. Taxiamos rapidamente até a nossa posição e assim terminamos o nosso voo. Obrigado, Azul!

Após o desembarque, aproveitei para tirar algumas fotos da Business Xtra.

Notas:

Reserva: 10 – tudo feito pelo ótimo site da Azul, com pontos TudoAzul, sem problema algum.
Check-in: 7 – feito pelo app da Azul para iOS, que vem melhorando a cada atualização. O cartão de embarque do voo da volta, porém, foi gerado apenas após diversas tentativas.
Embarque: 10 – bem organizado, na medida do possível. Apesar da mudança na aeronave, a tripulação conseguiu lidar sem problema algum com as mudanças de assento.
Assento: 10 – além de muito bonito, é bem confortável, de couro. O apoio de cabeça pode ser “modelado” conforme a preferência do passageiro, e também pode ficar mais alto.
Aeronave: 10 – impecável. O retrofit da Azul, além de dar uma vida nova à aeronave, deixou o seu interior muito agradável.
Entretenimento: 10 – se parece muito com o da Avianca, na verdade eu imagino que o sistema seja o mesmo. Enfim, há diversas opções, bem variadas.
Comissários: 10 – como sempre impecáveis, muito atenciosos.
Refeições: 8 – os clássicos snacks da Azul. Adequados para uma etapa como essa, mas deveriam haver opções novas.
Bebidas: 10 – no padrão das demais companhias aéreas, também adequado para um trecho desses.
Desembarque: 10 – ágil e rápido, sem problema algum.
Pontualidade: 6 – decolagem 45 minutos atrasada e pouso, 28.
Média final: 9,18

Bônus! Algumas fotos do interior da aeronave no voo da volta – AD6970 REC-VCP.